
Em 1963, Os Verdes Anos, de Paulo Rocha, inaugurava o chamado novo cinema português. Não era o primeiro filme moderno, mas era o símbolo de uma nova geração que passava à labuta por intermédio de um produtor chamado António da Cunha Telles.
Outros filmes surgiram dando força ao movimento, tanto de Paulo Rocha quanto de Fernando Lopes, António de Macedo, António-Pedro Vasconcelos e João César Monteiro, num primeiro momento. Novos diretores engrossariam essas fileiras nos anos 1970, como António Reis e Margarida Cordeiro, José Fonseca e Costa, Alberto Seixas Santos e outros, lado a lado com veteranos como Manoel de Oliveira ou Manuel Guimarães.
Este curso pretende realizar um panorama, em seis encontros, desse movimento fascinante, tendo como base sua figura mais controversa, João César Monteiro, e os movimentos que o levaram a ser tanto um franco atirador como um lobo solitário e eventualmente até um agregador.
O recorte principal será 1963-1982, vinte anos em que o cinema moderno português saiu de condições de muita luta e dificuldade para o estabelecimento da chamada “escola do cinema português”, incluindo alguns que não se assemelhavam aos cineastas mais associados a essa escola.
Serão estudados textos importantes do próprio Monteiro, de Manoel de Oliveira, de João Bénard da Costa, Jorge Leitão Ramos, Leonor Areal, entre outros historiadores, críticos e investigadores.
O curso acompanha o lançamento, previsto para novembro, do meu livro, Conexão João César Monteiro: A ligação com os realizadores do novo cinema português (Paco editora)
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1. DE UM MODERNISMO A OUTRO (23/11)
– Jorge Brum do Canto e Leitão de Barros capitaneando o moderno nos anos 1930.
– Manoel de Oliveira dá sua contribuição.
– tentativa de neorrealismo: Manuel Guimarães.
– novamente Manoel de Oliveira e outros antecedentes.
2. O NOVO CINEMA PORTUGUÊS (26/11)
– a figura do produtor: António Cunha Telles.
– os três filmes inaugurais: Paulo Rocha, Fernando Lopes, António de Macedo.
– a continuação das carreiras de Rocha, Lopes e Macedo até o 25 de abril.
– Cunha Telles se arrisca na direção.
– José Fonseca e Costa.
3. JOÃO CÉSAR MONTEIRO (30/11)
– o enfant terrible antes do 25 de abril.
– crítico e cineasta, um percurso lógico.
4. MANUEL DE OLIVEIRA (03/12)
– a tetralogia dos amores frustrados: O Passado e o Presente, Benilde, Amor de Perdição e Francisca.
– Oliveira e João César Monteiro, os dois gigantes entre afagos e duelos.
5. OUTRAS MODERNIDADES (07/12)
– Alberto Seixas Santos.
– descobrir o país: o cinema português após o 25 de abril de 1974.
– António Reis e Margarida Cordeiro.
– Rocha, Lopes e Macedo depois do 25 de abril.
– outros filmes importantes do período.
6. JOÃO CÉSAR MONTEIRO – PARTE 2 (10/12)
– o enfant terrible depois do 25 de abril: 1975-1982.
– Que Farei Eu Com Esta Espada?
– Veredas e Silvestre: o estilo se consolida.
* O programa acima é uma previsão. Outros nomes podem surgir.
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Professor: Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo e Casa Alpendre)
carga horária total: 6 encontros – 15 horas
QUANDO: de 23/11 a 10/12/2026, segundas e quintas-feiras, das 19h às 21h30
QUANTO: R$ 150,00 (1 parcela) ou R$ 240 (com o livro)
– 30 reais de desconto para assinantes pagos da Casa Alpendre (https://casaalpendre.substack.com)
ONDE: plataforma online – ZOOM
COMO: inscrições pelo (11) 97414-3534 (só whatsapp) ou sealpendre@gmail.com